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  • Juliana Ferro

Quem quer trabalhar, afinal?!




" - Bom dia! Em que poso ajudar?

- Olá, meu filho já está concluindo o ensino médio e precisa fazer alguma coisa da vida! Vocês tem vaga?"



" - Bom dia! Em que posso ajudar?

- Como faço pra ser aprendiz? Preciso trabalhar!

- Qual a sua idade?

- Tenho 20 anos."



Estes diálogos são muito comuns em nossos atendimentos no GAMT. O que eles possuem em comum? Claramente a dificuldade da juventude conseguir seu espaço ao sol no mercado de trabalho, mas para além disso, a falta de conexão na passagem da infância para a vida adulta.


Vamos ao primeiro ponto: as oportunidades de vagas para jovens!

Em tempos que discutimos muito sobre o perfil NEM NEM, sabemos que uma grande parcela desta situação se deve a falta de oportunidades para esses jovens.

As empresas buscam, em geral, pessoas com experiência para dar continuidade a algumas tarefas já desempenhadas, ou algum estudo específico para oportunidades mais técnicas. Muitos jovens chegam até nós se queixando que não conseguem a experiência pois ninguém os dá a oportunidade, e relatam a dificuldade financeira para realizarem cursos mais específicos.

De fato, as oportunidades são poucas, e os programas federais para incentivo desta contratação tentam modificar este cenário.

Mas é necessário fazer uma reflexão sob cada perspectiva desta relação!

Para algumas empresas, o olhar para o futuro os permite perceber que vale mais contratar pelo perfil comportamental do que técnico; para determinadas vagas. Mas daí vem a pergunta: Será que este jovem possuí; ou, consegue demonstrar essas "qualidades" em uma entrevista?

Outro fator é que estes jovens não sabem planejar suas carreiras, olhando para onde querem chegar para construir o caminho que deverá ser trilhado. Temos oportunidades de formação técnica gratuita no município, mas como não se trata da área de interesse, ou, não se sabe qual interesse, o jovem não se candidata.


E então entramos na segunda questão a ser analisada: a transição da infância/adolescência para a vida jovem/adulta!

Os adultos se esquecem como foi passar por essa transição, e reproduzem o comportamento de "seus" adultos ao lidar com os jovens!

Vejam bem: em um dia você não participa de conversas de "adulto" e no dia seguinte você precisa se movimentar para ter uma carreira, ganhar dinheiro e ser independente! Mas como????

Por isso, muitas vezes, em nosso trabalho com os jovens no GAMT, percebemos uma grande ansiedade dos pais para que seus filhos consigam evoluir profissionalmente, enquanto os filhos não mostram a iniciativa para buscar suas oportunidades. A cobrança simplesmente vem, e, além de naturalmente não quererem romper com sua zona de conforto, não sabem como é ser olhado pela sociedade que não é pai/mãe ou professor.

O ideal é que o adolescente passe sim a fazer parte das conversas "adultas", participe das decisões familiares, dos planejamentos financeiros, e comece a entender o mundo adulto. É importante compartilhar experiências do trabalho, para que ele perceba como é esta relação.

Um dos principais fatores analisados no ato de uma contratação é a autonomia e próatividade, coisas que muitas vezes não se oferecem à criança. Como exigir que isso nasça naturalmente no jovem? Comportamento é desenvolvido com experiências, sem estes estímulos nada vai simplesmente nascer com a pessoa no novo dia.

Por isso é tão importante essa transição. O jovens que são apoiados e estimulados a entender o que é o trabalho, as relações que nela existem e o valor das coisas, tendem a apresentar mais próatividade na hora de procurar seu desenvolvimento e seu "lugar ao sol".


E aqui deixo um reflexão para todos vocês: como planejar sua carreira? Como isso pode ajudar na escolha profissional do jovem?

Se nós adultos sabemos fazer as escolhas profissionais de forma ordenada e com foco em uma meta estabelecida, temos mais condições de apresentar estes benefícios ao jovem quando das suas escolhas profissionais. E então ele entenderá que pode fazer pequenos cursos, em áreas de menos interesse, mas de maior oportunidade de colocação, para construir sua trilha financeira para chegar no trabalho idealizado.

Mas isso é um outro post, que podemos apresentar nosso trabalho de Projeto de Vida com nossos jovens aprendizes, que tal?





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