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  • Flaviane

Como as eleições e a copa do mundo de 2022 devem impactar no mercado de trabalho


A economia foi um dos setores mais afetados durante a pandemia e neste ano poderá sofrer um novo baque, por conta da eleição presidencial e da Copa do Mundo de Futebol. Especialistas apontam que esses eventos poderão trazer ainda mais instabilidade para o mercado financeiro, principalmente no cenário atual de crise econômica e polarização política.


As eleições e a Copa do Mundo pode trazer diversas consequências para a economia brasileira (foto: Freepik)


A Copa do Mundo é um evento de grande importância para os brasileiros e o amor pelo esporte criou alguns hábitos únicos para a época desta competição. Tornou-se tradição que as empresas deem folgas ou parem a produção e atendimento durante o horário dos jogos. Na edição deste ano, a maior parte dos jogos será realizada em dias úteis e essas paradas no trabalho poderão trazer prejuízos em diversos setores. Uma estimativa enviada para o portal Money Times calcula que a economia brasileira pode perder cerca de R$85 bilhões no período de realização dos jogos.


Alguns setores sentirão menos esse impacto, como lojas de itens esportivos, bares e restaurantes. Eles normalmente lucram mais durante a competição, mas esses ganhos não serão suficientes para suprir os prejuízos previstos no Produto Interno Bruto - PIB - brasileiro.


As eleições também trazem consequências diretas para a economia brasileira. Esse período é conhecido pela “incerteza eleitoral”, devido às mudanças bruscas no câmbio, taxa de juros e instabilidade constante no Ibovespa. As pesquisas de intenções de votos passam a ser vistas por investidores como indicador econômico, assim como acontece com a inflação e a taxa de desemprego.


As consequências das eleições poderão ser vistas intensamente no próximo ano. O boletim Focus, realizado semanalmente com informações disponibilizadas pelo Banco Central, prevê que o PIB do Brasil tenha um crescimento de apenas 1,59% para 2023, sendo que a média mundial é de 3%. Em relação à inflação, economistas preveem que não haverá muita mudança e os índices continuarão altos, assim como a taxa de desemprego que caiu ligeiramente em 2022, mas ficará estagnada no próximo ano.


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